quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Acordo Ortográfico uma história com vários léxicos..


O novo Acordo Ortográfico entrou em vigor no dia 01 de Janeiro 2010. Muitas vozes contrárias se levantam entre os linguistas, poetas, escritores, jornalistas, professores... Falar de um fato, em vez de um facto, ou de algo suntuoso em vez de sumptuoso parece ferir ouvidos, almas e o coração dos portugueses. A maioria diz não ao acordo. Dá-se esta circunstância "castiça" de podermos escolher utilizar a nova ou a velha grafia. Somos generosos.. Respeitamos a Liberdade individual. É claro que assim, o acordo nunca será implementado. Eu que fico com os ouvidos e a alma ferida em algumas situações gosto desta liberdade. O fato continuará a ficar pendurado no armário do quarto.

Agora vejam o que acontece em França com a reforma ortográfica de 1990 que veio simplificar a gramática francesa. Pois é, a mesma situação!
Parece que afinal nem tudo deve ser simplificado, uma vez que tanto os países francófonos como os lusófonos sempre conseguiram comunicar uns com os outros ao utilizar a língua padrão!

Este artigo foi publicado no jornal francês Le Figaro no dia 04 de Janeiro. Vale a pena ler.

La réforme de l'orthographe mieux appliquée à l'étranger
En 2010, les éléves québecois qui écrivent «ognon» ou «nénufar» ne seront pas sanctionnés lors de leurs examens de fin d'année. Une acceptation de la «nouvelle orthographe» instaurée en 1990 ... en France. Où son application dépend des professeurs (et des dictionnaires). Un ognon, un portemonnaie, un évènement. Non, ces trois mots ne comportent pas de faute d'orthographe. Comme quelque 2.000 autres termes français, leur graphie a été simplifiée par la «rectification» de l'orthographe de 1990. Cette réforme comportait cinq points principaux. Le trait d'union n'est plus obligatoire, (on peut donc écrire portemonnaie, portefeuille), le pluriel des mots composés peut s'écrire avec un s au deuxième mot, les accents circonflexes ne sont plus obligatoires sur les i et les u, (sauf pour certaines conjugaisons, lorsque l'accent apporte une signification sur la forme du verbe, «qu'il fût»). Quant au fameux participe passé, il est devenu invariable dans le cas de «laisser» suivi d'un infinitif, (par exemple, elle s'est laissé mourir). L'accent grave est utilisé pour correspondre à la prononciation, ainsi «événement» devient «évènement». Enfin, certaines «anomalies», comme oignon, sont modifiées. La «rectification» a été initiée par la Délégation générale à la langue française (DGLF), institution rattachée au ministère de la Culture, avec l'avis favorable de l'Académie française et publiée au JO le 6 décembre 1990. Rien n'est imposé, il ne s'agit que de propositions. «La rectification donne la possibilité d'écrire des termes de deux manières différentes, une traditionnelle et une simplifiée», explique Michel Alessio, responsable de mission à la DGLF. «Très légèrement enseignée» Qu'en est-il aujourd'hui de son application ? «La réforme est largement ignorée », déplore Michel Alessio. Et pour cause, elle n'est quasiment pas enseignée à l'école. La nouvelle orthographe n'a été instaurée dans les programmes qu'en juin 2008. Rien dans les textes officiels de l'Education nationale auparavant. Les professeurs ne sont toutefois toujours pas tenus de l'enseigner à leurs élèves, puisque qu'il s'agit d'une orthographe tolérée et non obligatoire, explique Catherine Klein, inspectrice de l'Education nationale. De fait, «la réforme est très légèrement enseignée en classe», avoue-t-on au ministère. Qu'en est-il des corrections de copie ? Un élève pourrait-il se permettre d'écrire «elle s'est laissé maigrir », ou, «je m'entraine le weekend» sans être sanctionné ? Dans les corrections d'examens officiels, les nouvelles formes sont transmises aux correcteurs, assure Catherine Klein, et ce depuis 1990. Au brevet, ou encore au bac, les deux orthographes sont donc officiellement tolérées. En revanche, pour un devoir sur table en classe, tout dépend de la bonne volonté des professeurs. La France, mauvaise élève des pays francophones La diffusion et l'application concrète de celle-ci passe aussi par les dictionnaires. L'Académie française, dont le dictionnaire est un ouvrage de référence, pourtant peu encline à adopter rapidement des nouveautés en matière de langue française, a validé la nouvelle orthographe comme «variante correcte». Mais les autres dictionnaires, beaucoup plus usités, n'ont pas repris l'ensemble de la réforme. «L'objectif de notre dictionnaire est d'offrir une photographie de la langue française telle qu'elle est usitée à un moment donné », explique Jacques Florent, directeur éditorial des dictionnaires Larousse. Certaines modifications ont donc été prises en compte, comme «évènement» avec un accent grave, «plateforme» sans tiret. Mais «août», par exemple, reste toujours la seule forme valable pour le dictionnaire, avec un accent circonflexe. L'ensemble des nouvelles graphies possibles est relégué dans une annexe. La réforme est cependant largement enseignée et connue dans d'autres pays francophones, au premier rang desquels la Belgique et la Suisse, selon un rapport de la DGLF, datant de septembre 2006. «La France est très frileuse sur la question de l'orthographe, c'est une question presque taboue dans notre pays», analyse Michel Alessio. Pour Danièle Manesse, professeure en sciences du langage à la Sorbonne, auteure de «L'orthographe, à qui la faute ?», la réforme pose problème parce qu'elle nécessite paradoxalement un «nouvel effort d'apprentissage», qui plus est, «sur des points marginaux». A ses yeux, la réforme aurait dû être plus générale. «Le vrai problème, ce sont les doubles consonnes et les lettres issues du grec, comme le “th”», explique-t-elle. Néanmoins, dans les faits, certaines rectifications semblent être employées par les étudiants sans même en avoir conscience. Selon une étude de Liselotte Biedermann-Pasques, chercheuse au CNRS, la rectification du pluriel des mots composés (un s systématique à la fin du 2e nom), est utilisé par 69,2 % des étudiants de Caen, alors que 88% répondent pourtant ne pas connaître ces simplifications.

Artigo disponível em: http://tinyurl.com/yk8g8pc
Imagem em: http://tinyurl.com/yl6umll





terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Boas festas com a TAP e ANA ..

A TAP e a ANA organizaram um momento especial no aeroporto da Portela. Funcionários das duas empresas e bailarinos profissionais dançaram na área do check-in na manhã do dia 23 de Dezembro, local onde se concentravam muitos passageiros. A cena repetiu-se no dia 30 de dezembro.

Não tenho dúvidas de que quem lá esteve não vai esquecer este momento no aeroporto! Boa iniciativa senhores administradores! São 5 minutos de filme (dia 30), vale a pena ver, ouvir e talvez acompanhar..

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Twetfeel - emoções e sentimentos na Net



O Twitter já dispõe de um observatório de sentimentos! O TwetFeel! É um site que monotoriza os sentimentos positivos e negativos transmitidos nas mensagens "tuítadas", acerca de assuntos como cinema, músicos, TV, espectáculos entre outros.
É um modo divertido de perceber como andam as emoções na comunidade virtual! Fiz uma procura pelo popular filme "Avatar" e os sentimentos positivos são muito superiores aos negativos! Depois  procurei por "Obama" ... e... o Sr. Obama no dia 04 de Janeiro 2010 estácom uma cotação baixa.. pois é! e a diferença é substancial..
Quem não conhece sugiro uma espreitadela ao site http://www.tweetfeel.com/  e porque não segui-lo no vosso twitter?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Se a terra treme,TUÍTA!

A revista Notícias Magazine publica hoje mais um "sermão impossível", crónica de Fernanda Câncio, relacionada com o tremor de terra ocorrido há mais 15 dias e o modo como as redes sociais foram as primeiras "agências noticiosas".
A jornalista relata o medo e a incredulidade que sentiu quando subitamente a sua casa em Lisboa abanou.. e ..parou de abanar.
Vício de profissão, ou apenas necessidade de compreender, liga a TV para verificar se algum canal nacional aborda o assunto. Nada! absolutamente nada! O computador está ligado pelo que Fernanda Câncio liga-se ao Twitter! E é no Twitter que chegam informações do Norte, Sul, Centro Este e Oeste..partilhando o mesmo estado de alma. A comunidade Facebook também está activa e dá origem a um grupo novo no face "eu sobrevivi ao sismo de 2009"!
Só 30 minutos depois destas comunidades estarem em verdadeiro  rebuliço de palavras é que as TV, rádios falam do sucedido.
30 minutos em comunicação é muito tempo! Em 30 minutos gera-se pânico....
Pelo que, os meios de comunicação tradiconais devem aprender a liçao: estejam mais atentos às redes sociais, principalmente  ao Twitter onde tudo acontece mais depressa!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

um planeta adiado..

Terminou no dia 18 de Dezembro a Cimeira do Clima em Copenhaga (pela noite dentro). Após duas semanas de negociações, a Cimeira que contou com aproximadamente 22 mil participantes (entre delegados, observadores e ONG) não resultou no ambicionado acordo vinculativo. Apenas produziu um acordo subscrito pelos Estados Unidos da América, Índia, China, África do Sul e Brasil, fruto de uma reunião efectuada à margem dos trabalhos agendados entre Barak Obama e os líderes governamentais dos 4 países emergentes referidos.
Apesar de pouco arrojado, o acordo “salvou” a COP15.. No entanto, e para além de não concretizar metas objectivas na redução de emissões de gases com efeito de estufa e acordar ajuda financeira, o documento peca por resultar de um encontro tido à porta fechada, sem abertura e sem espaço para negociações. Neste sentido, a União Europeia e a ONU são as grandes perdedoras das negociações em Copenhaga. Assim e de grosso modo resultaram uma dúzia de promessas que indicam a vontade política dos países em combater a mudança climática segundo o princípio de diferença de responsabilidades e respectivas capacidades; sendo que o combate das alterações climáticas fica sujeito a estabilização da temperatura (a subida da temperatura não pode exceder 2ºC). O resultado mais objectivo da Cimeira é o compromisso dos países desenvolvidos de contribuírem com 30 mil milhões de dólares americanos (21 mil milhões de euros) nos próximos 3 anos e 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) até 2020 para financiar projectos nas nações mais pobres, a fim de promover as energias limpas e enfrentar a seca, a subida do nível dos mares e outras consequências das alterações climáticas. Consequentemente, a UE comprometeu-se a pagar 7,2 dos 21 mil milhões de euros sob forma de financiamento rápido, proveniente de várias fontes, públicas e privadas. Desta cimeira retira-se uma certeza: foram demasiados pares, uma negociação que abranja tantos pares está condenada ao fracasso. Pelo que os países devem saber fazer melhor para se organizarem em blocos. Os países africanos participaram nesta cimeira apenas com um delegado assim como os estados membros europeus. Os restantes devem seguir esta linha de actuação.
Após Copenhaga segue-se um encontro em Bona, na Alemanha daqui a seis meses, onde decorrerá um processo negocial preparatório da próxima cimeira do clima, convocada para daqui a um ano, em 2010, no México.

A “Hopenhagen” não foi bem sucedida, o planeta tem mais uma vez o futuro adiado.. Vejam e ouçam algumas declarações no "rescaldo"da Cimeira do Clima.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Maior Foto do Mundo com 26 Gigapixéis!

A Exame Informática online publica hoje esta notícia:

"No site Gigapixel Dresden, os internautas podem apreciar uma foto panorâmica da cidade alemã de Dresden, que é também a maior do mundo.
A foto foi feita com uma Canon 5D Mark II e uma lente de 400 mm. No total, foram usadas 1665 fotos de 21,4 MP, gravadas com a ajuda de um robô ao longo de 172 minutos.
O resultado foram 102 GB de dados que foram, depois, convertidos numa foto panorâmica com a ajuda de um computador com 48 GB de RAM e 16 processadores.
94 horas depois, estava criada a maior foto digital do mundo, com uma resolução de 297.500 x 87.500 pixéis (26 gigapixéis)."

Fantástica tecnologia! 94 horas de trabalho e 1665 fotos produzem uma fotografia com uma resolução de 26 gigapixéis!!! Quantos metros de foto, com excelente qualidade se conseguirá reproduzir? com certeza que muitos metros.. podemos criar a ilusão de uma nova Dresden e levá-la até a Polinésia.. ou a Patagónia...

Para ver a foto final, o vídeo e descrição do projecto sigam o link: http://tinyurl.com/y97oxlk
(imagem/printscreen da página web)



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mais emprego nas rádios locais. Será?


A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) apresentou uma proposta ao Instituto de Emprego e Formação Profissional que visa promover o emprego e habilitar as rádios locais de meios humanos. A realidade demonstra que este sector enfrenta sérias dificuldades, e trabalha com um reduzido número de pessoas, aquém do desejável.
Segundo o presidente da APR, José Faustino, a proposta prevê a realização de estágios nas rádios locais, por pessoas desempregadas com a duração de um ano. Durante esse período o Estado é responsável pelo pagamento do salário. Após finalização do estágio, e mediante desempenho do estagiário/desempregado, as emissoras locais podem considerar a sua integração na estrutura radiofónica.
Ora vamos lá ver isto... Mais uma vez assistimos a uma proposta que procura resolver um problema imediato e não encontra uma solução a médio/longo prazo.
Pergunto eu: Como são resolvidas as questões financeiras das rádios Locais, como conseguem assumir o custo de novos colaboradores no prazo de um ano? (todos conhecemos as enormes dificuldades de sobrevivência). Além disso também questiono a opção pela quantidade e não qualidade.
Qualquer desempregado serve? Não será necessário definir o perfil do candidato? De que recursos humanos falamos?
Não basta ter boa voz (ou saber tirar cafés) para trabalhar na rádio. É preciso mais e melhor, principalmente quando os recursos e os meios são escassos. Para ganhar público, as rádios locais têm de melhorar.. é forçoso.
Outra pergunta (agora mazinha): faz sentido apoiar rádios locais? Não será melhor focalizar o apoio para as rádios regionais dando-lhes instrumentos (físicos e humanos) para produzirem informação regional de qualidade? Não estaremos a pensar demasiado curto? Dimensão.. é uma palavra eficaz e que acompanha verbos dinâmicos como “ganhar”, “ter”, “construir” ...
José Faustino aguarda resposta até final do ano. Já falta pouco...