sexta-feira, 26 de março de 2010

Afinal a Rádio não está em perigo!

Decorreu ontem em Lisboa o Congresso Internacional de Rádio. Foram analisadas diversas questões sendo a principal - o futuro da Rádio. Muitos têm considerado as novas tecnologias como uma ameaça à Rádio. No entanto, especialistas internacionais defenderam que, pelo contrário, a internet traz mais visibilidade aos meios radiofónicos e comporta um conjunto de novas possiblidades técnicas que fidelizam os públicos.

Oxalá que assim seja.. sou assumidamente uma consumidora de rádio! Venham lá essas possibilidades!

Enquanto isso, fica aqui a nota emitida pela Lusa..

"A Rádio é um dos media mais completos, que está longe de estar em perigo e que pode ganhar maior visibilidade com a internet, defenderam vários especialistas num congresso internacional de Rádio que decorreu ontem em Lisboa. Elísio de Oliveira, que participou na sessão de abertura do congresso em representação do presidente da Entidade Reguladora da Comunicação foi um dos advogou a tese de que a rádio é insubstituível.
O congresso, organizado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas é subordinado ao tema “Pós Rádio: R@dio como media social?” abordou em varias mesas redondas a rádio, a música e a internet. Mas, para Elísio de Oliveira, não existe o “Pós rádio” porque esta tem “um papel insubstituível” embora necessite de ter mais visibilidade não só interagindo com outros media como também usufruindo das potencialidades da internet. A rádio, adiantou, comparativamente à televisão e à imprensa é a que menos visibilidade tem não sendo por norma notícia a não ser, esporadicamente, por razões menos positivas como a perda de ouvintes. “Não tem uma aliança semelhante à que a televisão tem com a imprensa, por exemplo. A imprensa tem nos seus espaços notícias sobre televisão e a TV aproveita as primeiras páginas dos jornais para a abertura dos seus programas de informação e chama para comentadores jornalistas da imprensa escrita”, explicou. Na opinião de Elísio de Oliveira, este ambiente de falta de interacção com outros media e as notícias de perda de ouvintes contribui para a imagem de suposta decadência. A rádio, adiantou, está sempre em actualização, é um meio flexível e que com o aparecimento da internet soube desenvolver-se mantendo inalterada a essência do conteúdo radiofónico.
Também o inglês Guy Starkey, da Universidade de Sunderland, defendeu que a rádio é o meio de comunicação mais duradouro e lembrou que sobreviveu anteriormente a outras supostas ameaças como foi o caso do aparecimento da televisão. Com o rápido desenvolvimento da internet, adiantou, há agora quem volte a indicar a morte da rádio, mas este meio é o mas duradouro com a vantagem de poder ser ouvido em qualquer lado. R@dio em Congresso é um evento sobre a rádio, os media online e a música que visa reunir profissionais e investigadores, apresentar casos de sucesso e estratégias de relação da rádio e Internet e discutir estratégias para o futuro da rádio na internet."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nova Imagem do Grupo Renascença

O Grupo Renascença renovou a sua imagem e designação sendo agora conhecida como “R/com - Renascença Comunicação Multimédia”. Segundo o administrador do grupo, José Ramos Pinheiro, a alteração visa espelhar as diversas áreas de actividade e empresas do grupo. A nova imagem identitária criada pela Ogilvy Design procura reflectir a dinâmica do grupo que engloba as estações de rádio (Renascença, RFM, Mega FM, Sim), empresas de eventos (Génius & Eventos), comercialização de publicidade (Intervoz), websites, marketing entre outras áreas comunicacionais. Destaca-se o lançamento de duas Web TV agendadas para Abril e Maio.

O grupo procura responder à instabilidade do mercado e criar novas alternativas na área multimédia, seguindo as tendências evidenciadas no meio radiofónico global.

No entanto há um reparo necessário..Quando se altera e apresenta uma nova imagem comunicacional formatada para conteúdos multimédia... é de bom tom alterar a página Web! Fica bem.. atribui credibilidade à organização e promove o reconhecimento da marca!

Hoje, a página Web continua igual: sem alterações.. Então Senhor Administrador?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O que devo ser quando for grande?

O Jornal de Notícias de hoje (domingo 21/02) faz capa com uma interessante reportagem intitulada “O que devo ser quando for grande?”. Questiona-se a empregabilidade do futuro, a resposta das universidades e a qualificação como elemento essencial para o sucesso. Analisa-se a taxa de desemprego dos licenciados em Portugal – 55 mil desempregados segundo os dados do INE relativos ao último trimestre de 2009 (taxa de 9,6%). Apesar destes dados menos positivos, e conforme o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional, o futuro será sempre dos mais qualificados. Mas o que importa realçar no artigo é a caixa que destaca a importância da inteligência emocional - “Primazia ao hemisfério direito do nosso cérebro”. Como todos sabem, o hemisfério direito é o hemisfério onde se “guardam” as emoções, aquele que coordena a nossa capacidade de amar, manifestar empatia, criar relações interpessoais. O hemisfério esquerdo é o cognitivo, operacional, técnico. Assim, diversos psicólogos, sociólogos e investigadores afirmam a “nova inteligência” como a ferramenta do futuro. Isto é, não basta conhecer tecnicamente, é necessário possuir um olhar mais abrangente, desenvolver capacidades intuitivas, sensoriais, criativas. Á exemplo é citado o caso da multinacional UNILEVER (empresa que em Portugal actua com o grupo Jerónimo Martins), que emprega pintores, poetas e criadores de banda desenhada..

Facilmente se conclui que vale a pena investir em criatividade, arte e cultura. Se os meninos de hoje tiverem a oportunidade de frequentar actividades relacionadas com o campo artístico (música, teatro..clubes de leitura), a decorrer em simultâneo com o currículo escolar, serão melhores adultos amanhã!

Já agora, uma sugestão de leitura: A nova inteligência, de Daniel Pink da Academia do Livro.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Google tem nova directora de comunicação e assuntos públicos.

A madrilena Marisa Toro, especialista em comunicação estratégica e corporativa, é a nova directora de Comunicação e Assuntos Públicos do Google, para Portugal e Espanha. Conforme imprensa espanhola, Marisa Toro é licenciada em Publicidade e relações Públicas pela Universidad Complutense de Madrid, e conta com formação específica em Comunicação Interna, Gestão de Crise e Marketing da Comunicação. Para integrar a equipa Google trata-se certamente de uma boa profissional. Parabéns à Sr.ª Toro e parabéns aos gestores do Google pelo bom senso na escolha de uma mulher para desempenhar estas funções!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ipad..entre o iphone e o computador e mais barato!


A Apple lançou ontem o seu novo dispositivo multimédia – o iPad. Misto de iphone e de computador, o iPad era um dos lançamentos mais aguardados pelos fãs das “engenhocas” comunicacionais digitais. Há quem diga que poderá ser o lançamento do ano 2010! Mas ainda é cedo, estamos em Janeiro... até Dezembro muitas novidades podem surgir. Para já sabe-se que o iPad é um bom leitor de media, prático, com cores e um tamanho de fácil “arrumação”. No entanto, este dispositivo tem limitações. Não permite tarefas paralelas, isto é, não é possível ler um texto, escrever um tweet ou publicar um post e ouvir música em simultâneo. A grande novidade é o preço. O iPad é mais barato que o iphone ! Assim, tem mais funções, apresenta melhor desempenho com um custo inferior! Pois é... e a Microsoft? Vai ficar quieta? Duvido..
Vejam um vídeo de apresentação do iPad colocado no YouTube:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O poder da pergunta

Vejam e leiam o interessante post de Pedro Correia, publicado no dia 14 de Janeiro 2010, no blogue - Delito de Opinião. Trata do poder do jornalismo:

"É um disparate considerar o jornalismo o 'quarto poder'. Os jornalistas não exercem nenhuma função que possa equivaler-se aos poderes clássicos dos políticos que legislam, governam e definem as normas destinadas a ser aplicadas pelos magistrados nos tribunais. Um jornalista só tem um poder ao seu alcance: o poder da pergunta. Cabe-lhe suscitar questões, desfazer dúvidas, interrogar-se sobre tudo quanto não sabe. O simples poder da pergunta, quando bem excercido, tem um inegável valor social, permitindo aferir o comportamento dos agentes políticos e consolidar o exercício da cidadania. Naturalmente, as perguntas que se impõem só podem ser feitas em sociedades livres - por isso os sistemas ditatoriais elegem sempre os jornalistas como inimigos principais. Acertam o alvo ao proceder assim.
Infelizmente, muitos profissionais da informação demitem-se do seu direito - que é também um dever deontológico - de questionar os poderosos. É, de facto, uma missão muitas vezes incómoda - mas da qual nenhum jornalista digno da profissão que exerce deve demitir-se sob pretexto algum. Há que continuar a interrogar, a interpelar, a questionar ministros, deputados, autarcas, gestores públicos, líderes partidários. Mesmo quando muitas portas se fecham nas caras, quando o assessor do assessor manda dizer que Sua Excelência não está, quando as ameaças de represálias surgem com a insídia recomendada nos manuais do ramo, há que continuar a fazer perguntas. Incomode-se quem se incomodar.
Este é o único poder dos jornalistas. E não se iludam: não existe mais nenhum."

Segundo este bloguer e profissional dos media, o poder do jornalista é o de perguntar, questionar sempre e repetidamente.  Mas questionar com inteligência de modo a atribuir valor aos assuntos. Assim, o poder do jornalista é também evidenciar. Porque ao questionar evidencia os assuntos, seja pela positiva ou negativa.

Deste modo, o que está aqui em causa é a capacidade de perguntar. Isto é: todos somos capazes de colocar perguntas... mas sabemos evidenciar o que realmente interessa?

Talvez não..


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Audiências TV 2009...

A Marktest divulgou o share de audiência TV no ano 2009. Assim, e segundo a Audiometria/Mediamonitor a TVI obteve 28.7% de share de audiência, a RTP1 obteve 24.0%, a SIC registou 23.4%, a RTP2, 5.8% e o cabo e outros canais 18.2%.
O gráfico da evolução mensal do share de audiência mostra que a TVI liderou as audiências de televisão em todos os meses, tendo sido em Maio que a sua quota foi maior, com 31.5%. Nesse mês, o canal terminou a exibição da novela Feitiço de Amor, que se despediu com 22.6% de audiência média e deu início a uma nova novela: Deixa que te Leve, que na estreia obteve 23.2% de audiência média. A RTP1 acabou o ano na segunda posição, mas em Janeiro, Junho e Julho esse lugar foi ocupado pela SIC. Na RTP2 registou-se o maior share em Agosto, mês em que este indicador também foi mais favorável ao cabo e outros canais, cuja audiência atingiu 20.1% de share. Fonte: Marktest: http://www.marktest.com/wap/a/n/id~14af.aspx


RTP2...5,8%... desgraça! Os telespectadores andam muito desatentos. Este canal tem o melhor telejornal (22H) e óptimos programas informativos...
O dia hoje acordou cinzento, será destes shares de audiência ou do inverno?





quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Acordo Ortográfico uma história com vários léxicos..


O novo Acordo Ortográfico entrou em vigor no dia 01 de Janeiro 2010. Muitas vozes contrárias se levantam entre os linguistas, poetas, escritores, jornalistas, professores... Falar de um fato, em vez de um facto, ou de algo suntuoso em vez de sumptuoso parece ferir ouvidos, almas e o coração dos portugueses. A maioria diz não ao acordo. Dá-se esta circunstância "castiça" de podermos escolher utilizar a nova ou a velha grafia. Somos generosos.. Respeitamos a Liberdade individual. É claro que assim, o acordo nunca será implementado. Eu que fico com os ouvidos e a alma ferida em algumas situações gosto desta liberdade. O fato continuará a ficar pendurado no armário do quarto.

Agora vejam o que acontece em França com a reforma ortográfica de 1990 que veio simplificar a gramática francesa. Pois é, a mesma situação!
Parece que afinal nem tudo deve ser simplificado, uma vez que tanto os países francófonos como os lusófonos sempre conseguiram comunicar uns com os outros ao utilizar a língua padrão!

Este artigo foi publicado no jornal francês Le Figaro no dia 04 de Janeiro. Vale a pena ler.

La réforme de l'orthographe mieux appliquée à l'étranger
En 2010, les éléves québecois qui écrivent «ognon» ou «nénufar» ne seront pas sanctionnés lors de leurs examens de fin d'année. Une acceptation de la «nouvelle orthographe» instaurée en 1990 ... en France. Où son application dépend des professeurs (et des dictionnaires). Un ognon, un portemonnaie, un évènement. Non, ces trois mots ne comportent pas de faute d'orthographe. Comme quelque 2.000 autres termes français, leur graphie a été simplifiée par la «rectification» de l'orthographe de 1990. Cette réforme comportait cinq points principaux. Le trait d'union n'est plus obligatoire, (on peut donc écrire portemonnaie, portefeuille), le pluriel des mots composés peut s'écrire avec un s au deuxième mot, les accents circonflexes ne sont plus obligatoires sur les i et les u, (sauf pour certaines conjugaisons, lorsque l'accent apporte une signification sur la forme du verbe, «qu'il fût»). Quant au fameux participe passé, il est devenu invariable dans le cas de «laisser» suivi d'un infinitif, (par exemple, elle s'est laissé mourir). L'accent grave est utilisé pour correspondre à la prononciation, ainsi «événement» devient «évènement». Enfin, certaines «anomalies», comme oignon, sont modifiées. La «rectification» a été initiée par la Délégation générale à la langue française (DGLF), institution rattachée au ministère de la Culture, avec l'avis favorable de l'Académie française et publiée au JO le 6 décembre 1990. Rien n'est imposé, il ne s'agit que de propositions. «La rectification donne la possibilité d'écrire des termes de deux manières différentes, une traditionnelle et une simplifiée», explique Michel Alessio, responsable de mission à la DGLF. «Très légèrement enseignée» Qu'en est-il aujourd'hui de son application ? «La réforme est largement ignorée », déplore Michel Alessio. Et pour cause, elle n'est quasiment pas enseignée à l'école. La nouvelle orthographe n'a été instaurée dans les programmes qu'en juin 2008. Rien dans les textes officiels de l'Education nationale auparavant. Les professeurs ne sont toutefois toujours pas tenus de l'enseigner à leurs élèves, puisque qu'il s'agit d'une orthographe tolérée et non obligatoire, explique Catherine Klein, inspectrice de l'Education nationale. De fait, «la réforme est très légèrement enseignée en classe», avoue-t-on au ministère. Qu'en est-il des corrections de copie ? Un élève pourrait-il se permettre d'écrire «elle s'est laissé maigrir », ou, «je m'entraine le weekend» sans être sanctionné ? Dans les corrections d'examens officiels, les nouvelles formes sont transmises aux correcteurs, assure Catherine Klein, et ce depuis 1990. Au brevet, ou encore au bac, les deux orthographes sont donc officiellement tolérées. En revanche, pour un devoir sur table en classe, tout dépend de la bonne volonté des professeurs. La France, mauvaise élève des pays francophones La diffusion et l'application concrète de celle-ci passe aussi par les dictionnaires. L'Académie française, dont le dictionnaire est un ouvrage de référence, pourtant peu encline à adopter rapidement des nouveautés en matière de langue française, a validé la nouvelle orthographe comme «variante correcte». Mais les autres dictionnaires, beaucoup plus usités, n'ont pas repris l'ensemble de la réforme. «L'objectif de notre dictionnaire est d'offrir une photographie de la langue française telle qu'elle est usitée à un moment donné », explique Jacques Florent, directeur éditorial des dictionnaires Larousse. Certaines modifications ont donc été prises en compte, comme «évènement» avec un accent grave, «plateforme» sans tiret. Mais «août», par exemple, reste toujours la seule forme valable pour le dictionnaire, avec un accent circonflexe. L'ensemble des nouvelles graphies possibles est relégué dans une annexe. La réforme est cependant largement enseignée et connue dans d'autres pays francophones, au premier rang desquels la Belgique et la Suisse, selon un rapport de la DGLF, datant de septembre 2006. «La France est très frileuse sur la question de l'orthographe, c'est une question presque taboue dans notre pays», analyse Michel Alessio. Pour Danièle Manesse, professeure en sciences du langage à la Sorbonne, auteure de «L'orthographe, à qui la faute ?», la réforme pose problème parce qu'elle nécessite paradoxalement un «nouvel effort d'apprentissage», qui plus est, «sur des points marginaux». A ses yeux, la réforme aurait dû être plus générale. «Le vrai problème, ce sont les doubles consonnes et les lettres issues du grec, comme le “th”», explique-t-elle. Néanmoins, dans les faits, certaines rectifications semblent être employées par les étudiants sans même en avoir conscience. Selon une étude de Liselotte Biedermann-Pasques, chercheuse au CNRS, la rectification du pluriel des mots composés (un s systématique à la fin du 2e nom), est utilisé par 69,2 % des étudiants de Caen, alors que 88% répondent pourtant ne pas connaître ces simplifications.

Artigo disponível em: http://tinyurl.com/yk8g8pc
Imagem em: http://tinyurl.com/yl6umll





terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Boas festas com a TAP e ANA ..

A TAP e a ANA organizaram um momento especial no aeroporto da Portela. Funcionários das duas empresas e bailarinos profissionais dançaram na área do check-in na manhã do dia 23 de Dezembro, local onde se concentravam muitos passageiros. A cena repetiu-se no dia 30 de dezembro.

Não tenho dúvidas de que quem lá esteve não vai esquecer este momento no aeroporto! Boa iniciativa senhores administradores! São 5 minutos de filme (dia 30), vale a pena ver, ouvir e talvez acompanhar..

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Twetfeel - emoções e sentimentos na Net



O Twitter já dispõe de um observatório de sentimentos! O TwetFeel! É um site que monotoriza os sentimentos positivos e negativos transmitidos nas mensagens "tuítadas", acerca de assuntos como cinema, músicos, TV, espectáculos entre outros.
É um modo divertido de perceber como andam as emoções na comunidade virtual! Fiz uma procura pelo popular filme "Avatar" e os sentimentos positivos são muito superiores aos negativos! Depois  procurei por "Obama" ... e... o Sr. Obama no dia 04 de Janeiro 2010 estácom uma cotação baixa.. pois é! e a diferença é substancial..
Quem não conhece sugiro uma espreitadela ao site http://www.tweetfeel.com/  e porque não segui-lo no vosso twitter?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Se a terra treme,TUÍTA!

A revista Notícias Magazine publica hoje mais um "sermão impossível", crónica de Fernanda Câncio, relacionada com o tremor de terra ocorrido há mais 15 dias e o modo como as redes sociais foram as primeiras "agências noticiosas".
A jornalista relata o medo e a incredulidade que sentiu quando subitamente a sua casa em Lisboa abanou.. e ..parou de abanar.
Vício de profissão, ou apenas necessidade de compreender, liga a TV para verificar se algum canal nacional aborda o assunto. Nada! absolutamente nada! O computador está ligado pelo que Fernanda Câncio liga-se ao Twitter! E é no Twitter que chegam informações do Norte, Sul, Centro Este e Oeste..partilhando o mesmo estado de alma. A comunidade Facebook também está activa e dá origem a um grupo novo no face "eu sobrevivi ao sismo de 2009"!
Só 30 minutos depois destas comunidades estarem em verdadeiro  rebuliço de palavras é que as TV, rádios falam do sucedido.
30 minutos em comunicação é muito tempo! Em 30 minutos gera-se pânico....
Pelo que, os meios de comunicação tradiconais devem aprender a liçao: estejam mais atentos às redes sociais, principalmente  ao Twitter onde tudo acontece mais depressa!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

um planeta adiado..

Terminou no dia 18 de Dezembro a Cimeira do Clima em Copenhaga (pela noite dentro). Após duas semanas de negociações, a Cimeira que contou com aproximadamente 22 mil participantes (entre delegados, observadores e ONG) não resultou no ambicionado acordo vinculativo. Apenas produziu um acordo subscrito pelos Estados Unidos da América, Índia, China, África do Sul e Brasil, fruto de uma reunião efectuada à margem dos trabalhos agendados entre Barak Obama e os líderes governamentais dos 4 países emergentes referidos.
Apesar de pouco arrojado, o acordo “salvou” a COP15.. No entanto, e para além de não concretizar metas objectivas na redução de emissões de gases com efeito de estufa e acordar ajuda financeira, o documento peca por resultar de um encontro tido à porta fechada, sem abertura e sem espaço para negociações. Neste sentido, a União Europeia e a ONU são as grandes perdedoras das negociações em Copenhaga. Assim e de grosso modo resultaram uma dúzia de promessas que indicam a vontade política dos países em combater a mudança climática segundo o princípio de diferença de responsabilidades e respectivas capacidades; sendo que o combate das alterações climáticas fica sujeito a estabilização da temperatura (a subida da temperatura não pode exceder 2ºC). O resultado mais objectivo da Cimeira é o compromisso dos países desenvolvidos de contribuírem com 30 mil milhões de dólares americanos (21 mil milhões de euros) nos próximos 3 anos e 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) até 2020 para financiar projectos nas nações mais pobres, a fim de promover as energias limpas e enfrentar a seca, a subida do nível dos mares e outras consequências das alterações climáticas. Consequentemente, a UE comprometeu-se a pagar 7,2 dos 21 mil milhões de euros sob forma de financiamento rápido, proveniente de várias fontes, públicas e privadas. Desta cimeira retira-se uma certeza: foram demasiados pares, uma negociação que abranja tantos pares está condenada ao fracasso. Pelo que os países devem saber fazer melhor para se organizarem em blocos. Os países africanos participaram nesta cimeira apenas com um delegado assim como os estados membros europeus. Os restantes devem seguir esta linha de actuação.
Após Copenhaga segue-se um encontro em Bona, na Alemanha daqui a seis meses, onde decorrerá um processo negocial preparatório da próxima cimeira do clima, convocada para daqui a um ano, em 2010, no México.

A “Hopenhagen” não foi bem sucedida, o planeta tem mais uma vez o futuro adiado.. Vejam e ouçam algumas declarações no "rescaldo"da Cimeira do Clima.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Maior Foto do Mundo com 26 Gigapixéis!

A Exame Informática online publica hoje esta notícia:

"No site Gigapixel Dresden, os internautas podem apreciar uma foto panorâmica da cidade alemã de Dresden, que é também a maior do mundo.
A foto foi feita com uma Canon 5D Mark II e uma lente de 400 mm. No total, foram usadas 1665 fotos de 21,4 MP, gravadas com a ajuda de um robô ao longo de 172 minutos.
O resultado foram 102 GB de dados que foram, depois, convertidos numa foto panorâmica com a ajuda de um computador com 48 GB de RAM e 16 processadores.
94 horas depois, estava criada a maior foto digital do mundo, com uma resolução de 297.500 x 87.500 pixéis (26 gigapixéis)."

Fantástica tecnologia! 94 horas de trabalho e 1665 fotos produzem uma fotografia com uma resolução de 26 gigapixéis!!! Quantos metros de foto, com excelente qualidade se conseguirá reproduzir? com certeza que muitos metros.. podemos criar a ilusão de uma nova Dresden e levá-la até a Polinésia.. ou a Patagónia...

Para ver a foto final, o vídeo e descrição do projecto sigam o link: http://tinyurl.com/y97oxlk
(imagem/printscreen da página web)



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mais emprego nas rádios locais. Será?


A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) apresentou uma proposta ao Instituto de Emprego e Formação Profissional que visa promover o emprego e habilitar as rádios locais de meios humanos. A realidade demonstra que este sector enfrenta sérias dificuldades, e trabalha com um reduzido número de pessoas, aquém do desejável.
Segundo o presidente da APR, José Faustino, a proposta prevê a realização de estágios nas rádios locais, por pessoas desempregadas com a duração de um ano. Durante esse período o Estado é responsável pelo pagamento do salário. Após finalização do estágio, e mediante desempenho do estagiário/desempregado, as emissoras locais podem considerar a sua integração na estrutura radiofónica.
Ora vamos lá ver isto... Mais uma vez assistimos a uma proposta que procura resolver um problema imediato e não encontra uma solução a médio/longo prazo.
Pergunto eu: Como são resolvidas as questões financeiras das rádios Locais, como conseguem assumir o custo de novos colaboradores no prazo de um ano? (todos conhecemos as enormes dificuldades de sobrevivência). Além disso também questiono a opção pela quantidade e não qualidade.
Qualquer desempregado serve? Não será necessário definir o perfil do candidato? De que recursos humanos falamos?
Não basta ter boa voz (ou saber tirar cafés) para trabalhar na rádio. É preciso mais e melhor, principalmente quando os recursos e os meios são escassos. Para ganhar público, as rádios locais têm de melhorar.. é forçoso.
Outra pergunta (agora mazinha): faz sentido apoiar rádios locais? Não será melhor focalizar o apoio para as rádios regionais dando-lhes instrumentos (físicos e humanos) para produzirem informação regional de qualidade? Não estaremos a pensar demasiado curto? Dimensão.. é uma palavra eficaz e que acompanha verbos dinâmicos como “ganhar”, “ter”, “construir” ...
José Faustino aguarda resposta até final do ano. Já falta pouco...

A responsabilidade social dos Media e dos Comunicadores

O conceito de responsabilidade social nem sempre acompanha a acção dos meios de comunicação social. O sector vive dias de grande competitividade orientando a prática jornalística para uma certa "agressividade" na obtenção de conteúdos noticiosos. Os escândalos, corrupção, atentados à vida humana ou as notícias cor-de-rosas ocupam espaços informativos privilegiados. Podemos condenar os Media? Podemos, mas não devemos esquecer que a lógica das audiências quase "comanda" o exercício da actividade, e que as audiências são reflexo das preferências do Público!
Mas nem tudo está mal, muito pelo contrário. Existem casos interessantes de responsabilidade social entre os comunicadores. A organização "Whith Our Own Eyes" dedica-se a comunicar as dificuldades vividas no Ruanda dando voz a população local. Este projecto foi desenvolvido pelo fotojornalista alemão Simon Sticker. Trata-se de permitir que populações desfavorecidas, info-excluídas, possam alertar o mundo para os seus problemas, partilhar opiniões e afirmar as suas vontades.
Este modelo não é habitual. Conhecemos muitos projectos internacionais de apoio social, mas SABEMOS O QUE AS PESSOAS ABRANGIDAS REALMENTE QUEREM? Normalmente não. Comida, segurança, educação.... Todos querem! Mas há mais, é preciso ouvir. Neste projecto ouve-se, escuta-se através das imagens que podem ser partilhadas nas redes sociais ou noutros suportes globais de divulgação. As fotografias contam histórias, mostram modos de vida, situações do dia-a-dia.Uma ideia simples mas que pode fazer diferença.
Conheçam o projecto em http://www.withourowneyes.org/

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Evento "Retro: uma tendência de consumo e comunicação?"


Porto - 16 a 20 Dezembro 2009


No âmbito do 10ºaniversário do curso de design do Instituto Politécnico do Porto realiza-se o evento "Retro: uma tendência de consumo e comunicação?" - conferência e apresentação/exposição de material de comunicação Retro ou tendencialmente Retro (reedições de produtos com identidade Retro), tais como: posters, embalagens, produtos, material promocional, spots publicitários, etc, numa sala própria para o efeito.

Até dia 20 Dezembro são apresentados produtos retro e a sua semelhança redesenhada, como por exemplo: automóveis MINI, W Beatle, Fiat 500, e ainda alguns exemplares únicos de motas “Vespa”.

Organizado e promovido por Rita Matos Rocha, docente de Marketing e Comunicação e Projecto de Pesquisa, nos cursos de DESIGN da ESEIG- Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, pertencente ao Instituto Politécnico do Porto; com o apoio e coordenação de duas turmas do 2º ano de Marketing e Comunicação, uma da variante Design Gráfico e Publicidade, e outra da variante Design Industrial.

Presenças confirmadas:
Pedro Rocha (CEO da OAK - Trend Watching.com), activo participante na revista Marketeer, com o tema: “O Retro como tendência de consumo”.
João Campos (Designer Gráfico), que desenvolveu o Rebranding da Farinha Branca de Neve, com o tema: “O Retro como tendência de design”.
Keynote Speaker: Carlos Coelho (CEO da Ivity Brand Corp) , com o tema “O Retro e sua reinterpretação na Publicidade” apresentando o case study : Coca-Cola Light e o Menino da Lágrima.
João Vale (Brand Manager at OLÁ - Unilever Jerónimo Martins), com o tema: “O “retro” na estratégia de comunicação da celebração dos 50 anos Olá”.
José Vieira ( Administrador da Viarco - Industria de Lápis) com o tema: “Viarco-A Retro(interpretação) de uma marca nacional”.
Rui Ventura (Head of Innovation and Tourism Practice Leader at Grupo GCI) Tema: “Uma Retro(espectiva) sobre a origem do nome das marcas”.

Telespectadores escolhem Gala de Natal da TVI

A Gala de Natal da TVI, transmitida na Sexta-feira 11 de Dezembro em directo do Casino Estoril, registou um share médio de 58,1%, com base em 1,1 milhões de telespectadores (dados Marktest). O pico máximo do programa foi atingido às 22h45, momento em que audiência instantânea foi de 1,8 milhões de espectadores, sendo que, e considerando a totalidade do programa, passaram pela TVI 3,4 milhões de portugueses.
Parabéns TVI! Efectivamente, no segmento entretenimento este canal televisivo assume clara posição de liderança. Eu não assisti, nem vou assistir às repetições (que certamente irão acontecer..), mas as audiências não enganam: se tanta gente viu e não mudou de canal é porque o espectáculo correspondeu às expectativas! Ou será que aguardariam por uma telenovela? Quiçá interrompida..ou adiada?

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Voz de Londres: Um olhar sobre a rádio na II Guerra Mundial

Uma excelente reportagem da jornalista Maria João Cunha da Rádio Renascença acerca do protagonismo que a Rádio teve enquanto meio de comunicação de massas. Mais uma vez podemos verificar como a Rádio acompanha a história recente da humanidade. São 12 minutos de filme, mas vale a pena ver e ouvir!

"Há 70 anos a Alemanha invadia a Polónia e bombardeava Varsóvia e várias cidades polacas. Começava a II Guerra Mundial, um momento único na história, em que a rádio foi o meio de comunicação decisivo. Em Portugal, as emissões da BBC eram a melhor forma de acompanhar o desenrolar do conflito. Mas a censura também atingia a emissora sediada em Londres. Richard Havers, escritor, e Nelson Ribeiro, director de programas da Renascença, olham a rádio no período mais decisivo para a sua definição."

Imagens de Copenhaga

O vídeo apresenta uma sequência de imagens de Copenhaga nas quais se observam modos de vida que privilegiam a utilização de bicicletas e a fruição dos espaços urbanos. As fotografias são disponibilizadas pelo Copenhagen Media Center / Serviços de Turismo Locais.




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Green Copenhagen!

A atitude "verde" dos dinamarqueses transforma o seu modo de vida social e económico. É interessante ver como um país nórdico, onde as temperaturas nem sempre são convidativas, utiliza a bicicleta no dia-a-dia para tudo. Deixo um pequeno vídeo retirado do YouTube, com a cortesia dos serviços de turismo de Copenhaga e da WonderfulCopenhagen.TV, no qual se apresenta uma cidade bem equipada e ambientalmente sustentável. Vale a pena ver, são 4 minutos divertidos e informativos.